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28/04/2021

O que é um Sistema?

 



“O que é um sistema? Uma unidade familiar forma um sistema...A família inteira, mais extensa, forma um sistema...Uma classe da escola forma um sistema...Um pais ou uma região forma um sistema. Uma coisa é um sistema quando a parte externa aos seus limites é diferente da parte interna. Na unidade familiar do meu vizinho as coisas são feitas de um modo diferente daquele da nossa unidade familiar. Você saberá disto no momento em que tiver de tirar os sapatos na frente da porta da casa dele. Ou quando não puder mais contar suas piadas no seu novo local de trabalho. Leva algum tempo para chegarmos à essência de todas esses regras mais obvias e ocultas.” 

“Um sistema sempre é parte de um sistema maior. O seu trabalho sempre é parte do trabalho de uma equipe. A equipe sempre é parte de um departamento, o departamento sempre é parte de uma unidade empresarial, e assim por diante. Muitas vezes isto se torna aparente em situações de conflito. Muitos conflitos pelos quais passei em equipe, eram reflexos de conflitos não resolvidos no sistema mais amplo que os cercava, como um holograma. Para um coach sistêmico é importante ampliar a visão quando ele não consegue encontrar causas ou soluções no sistema direto do cliente. Amplie a visão para enxergar os sistemas mais amplos em volta de seu cliente. As chances são de que o cliente não consiga influenciar os sistemas mais amplos, mas ele poderá se desligar, a ponto de se libertar do fardo das questões não resolvidas no sistema mais amplo” 


Descrito em diferentes passagens da obra de Jan Jacob Stam e Bibi Schreuder.


COACHING SISTÊMICO - O trabalho sistêmico sem a constelação. Jan Jacob Stam & Bibi Schreuder. Editora Atman.

18/04/2020

As bases das Constelações Organizacionais



Entrevista: Constelações Organizacionais - Gunthard Weber


O psicoterapeuta e facilitador em Constelações Familiares Joan Bacardi Garriga recebe no Instituto Gestalt, em Barcelona na Espanha, o médico e facilitador em Constelações Familiares e Organizacionais Gunthard Weber.

Gunthard Weber é psiquiatra e especialista em terapia familiar sistêmica. Foi durante anos membro do Departamento de Terapia Familiar da Universidade de Heidelberg, na Alemanha. Foi Co-fundador do Heidelberg Institute for Systemic Research e da International Association of Systemic Therapy, e, mais recentemente, da Carl Auer Publishing Company. Com mais de setenta artigos sobre terapia sistêmica, é também autor, co-autor e organizador de diversos livros, inclusive do primeiro sobre o trabalho de Bert Hellinger em Constelações Familiares, "Zweierlei Glück" - publicado no Brasil como "A Simetria Oculta do Amor". É considerado o primeiro profissional a olhar, trabalhar e teorizar o campo das Constelações Organizacionais.

Entrevista encontra-se no Youtube em Espanhol e Alemão.





25/02/2020

Bate papo sobre Constelação Organizacional

Constelação Organizacional - Consultoria e Mediação de Conflitos

Luciana Pirozi entrevista ao facilitador René Schubert.




Entrevista ocorreu durante o evento organizado pela Comissão de Direito Sistêmico da 36ª Subseção de Muriaé. Neste dia na cidade de Muriaé/MG foi ministrada a palestra “Constelação Familiar: Bases Teóricas e Desenvolvimento no Brasil”. O evento ocorreu no dia 3 de outubro de 2019, no Tribunal do Júri do Fórum Tabelião Pacheco de Medeiros, onde também aconteceu o lançamento do livro do autor, “Constelação Familiar: impressa no corpo, na alma, no destino”.

Entrevista encontra-se no canal de Instagram da profissional Luciana Pirozi:

https://www.instagram.com/tv/B3LclHphFye/?igshid=15duf0tb52flz



10/02/2020

Constelação Organizacional / Empresarial



6 razões para sua empresa buscar a constelação sistêmica organizacional.

Modelo se consolida como alicerce na implementação de mudanças, tomada de decisão e resolução de conflitos nas organizações.


A constelação sistêmica organizacional entrou no vocabulário corporativo, e vem se consolidando como um alicerce na implementação de mudanças, tomada de decisão e resolução de conflitos nas organizações. Mas você sabe realmente o que é e como funciona? 

A especialista Allessandra Canuto traz seis esclarecimentos importantes sobre o assunto e suas possibilidades.

1. Constelações sistêmicas organizacionais e suas contribuições no ambiente corporativo
A constelação sistêmica é uma metodologia de consultoria e suporte desenvolvida pelo filósofo e psicoterapeuta alemão Bert Hellinger em 1995, com base em sua experiência com sistemas familiares. Trata-se de uma ferramenta valiosa para investigar e buscar soluções para todo tipo de conflito relacionado ao universo corporativo e profissional.

2. Mas o que exatamente é um sistema? E uma constelação?
Numa empresa, um sistema representa tudo aquilo que se inter-relaciona (pessoas, departamentos e processos, por exemplo) e depende de integração e cooperação de todas as partes para funcionar devidamente. Já uma constelação desvenda todas as relações presentes nesse sistema com base em três princípios básicos: hierarquia, pertencimento e equilíbrio.

3. Os desafios do constelador e seus constelados

O cliente apresentará seus desafios ao constelador, o profissional responsável por conduzir o processo. A partir disso, escolherá pessoas de fora da empresa para representar seus colaboradores, departamentos, produtos ou serviços. Em um primeiro momento, o cliente escolherá um representante para cada elemento envolvido na situação “problema” e os posicionará nos lugares em que cada pessoa acredita que cada uma deve estar.

Cada um dos “representantes” descreve como está se sentindo e onde gostaria de estar. Em seguida, os representantes começam a se mover para o lugar onde acham que realmente deveriam estar, para que o sistema na empresa funcione adequadamente e os objetivos esperados sejam atingidos. Caso o cliente prefira, a representação pode ser feita com bonecos ou objetos, sem o envolvimento de terceiros.

4. Resoluções de problemas organizacionais
A constelação sistêmica organizacional permite identificar e solucionar conflitos, e tem inúmeros potenciais de aplicação. Pode contribuir com o encaminhamento das mais diversas questões pertinentes ao ambiente empresarial, como a resolução de dificuldades financeiras, recrutamento e avaliação de profissionais e desenvolvimento de um sistema de gestão mais equilibrado e adequado ao perfil da companhia, dentre outras possibilidades.

5. Benefício para todos os portes de empresas
Empresas de pequeno, médio e grande porte podem realizar constelações sistêmicas organizacionais, sem restrição. A metodologia também vem sendo utilizada em empresas familiares, com sucesso.

6. Constelações sistêmicas organizacionais x constelações familiares
Família e empresa são sistemas muito distintos. Para citar apenas uma diferença, na empresa os colaboradores estabelecem uma relação de pertencimento temporária. Já na família faremos parte desde o nascimento, mesmo que haja conflitos e afastamento.


Apesar dos nomes similares, constelações familiares e organizacionais são feitas com abordagens e metodologias distintas. A constelação organizacional é um trabalho que se aproxima da consultoria empresarial, diferentemente da constelação familiar, que tem uma abordagem mais próxima à terapia.



Escrito em Março 2019 por Allessandra Canuto é especialista em gestão estratégica de conflitos, sócia da AlleaoLado e autora do livro “A culpa não é minha” - Para o site CIO - https://cio.com.br/6-razoes-para-sua-empresa-buscar-a-constelacao-sistemica-organizacional/

24/09/2019

Os sistemas que nos integram




“Os problemas não resolvidos em uma família se refletem nas empresas e na profissão” 
Bert Hellinger

Com esta frase começo este texto. Nos últimos meses, estive em algumas cidades brasileiras como Sinop/MT, Uberlândia/MG, Porto Alegre/RS para ministrar o módulo e as oficinas de práticas sistêmicas de Constelação Organizacional para estudantes e profissionais de diversas áreas de atuação. 

A Constelação Organizacional, dentro da terapêutica desenvolvida por Bert Hellinger, ocupa-se no olhar para as relações, vínculos, comunicação, fluxo e interações no campo profissional dos clientes. O pensamento sistêmico foca nos diversos sistemas que integramos, que estão interligados e atuam, influenciam, e comunicam-se uns com os outros. Desta maneira, temos: o sistema familiar nuclear, o sistema familiar expandido, o sistema acadêmico-escolar, o sistema relacional, o sistema social, o sistema profissional, o sistema de nossa cidade, seguido do de nosso estado, de nosso país, o sistema cultural e assim por diante. Se considerarmos cada um destes sistemas como uma circunferência, poderemos visualizar alguns menores, outros maiores – em suas proporções e qualidade de interesse e influência em nossa vida – mas sempre interligados em maior ou menor grau. E todos nos influenciam direta ou indiretamente, consciente ou inconscientemente. 

Estas “circunferências” ou sistemas têm memória e ocupam lugares em nossas vidas. São sistemas vivos. Por vezes repetimos lugares ou deslocamos lugares de um sistema para o outro. Às vezes há congruência nisto, outras vezes incongruência. A incongruência leva a mal-entendidos e conflitos. Por isso é importante analisarmos tais “circunferências” de diversas perspectivas e por vezes nos distanciarmos de certas situações para observá-las de outros pontos de vista. 

Como facilitadores não olhamos para o incidente, mas sim para os padrões. Padrões repetitivos. Padrões demarcados e "imperceptivelmente" insistentes na cultura organizacional. No caso, padrões disfuncionais ou geradores de incongruência entre o cliente e seu(s) meio(s). O objetivo é focar em soluções, possibilidades. Poder reconhecer o que se mostra, diferenciar as situações e pessoas e então aprender, crescer e, se for possível, agradecer.


Referência Bibliográfica

Ferreira, C.; Lemos, J.; Schubert, R. – Constelação Organizacional e inovação sistêmica. Netebooks, São Paulo, 2022

Hellinger, B. - (DVD) Leis básicas dos relacionamentos aplicadas aos negócios. Editora Atman. 2 volumes, Março e Abril de 2009, São Paulo

Kroon, A & Kaat, S. - Systemic Consulting: the organisation as living system. CreateSpace, 2016

Schubert, R. - Constelação Familiar: impressa no corpo, na alma, no destino. Reino Editorial, 1ª.Edição, São Paulo, 2019

STAM, J.J. - A Alma do Negócio. Editora Atman, 3ª Edicção, São Paulo, 2017

Schubert, R. – Os sistemas que nos integram. Coluna para o Jornal Zen, Ano 15, N°169, Campinas, março 2019


17/11/2014

Êxito na vida, Êxito na Profissão




O Nascimento

O primeiro e decisivo sucesso em nossa vida é o nascimento. O seu êxito se dá melhor e mais consistentemente quando empurramos o caminho para a luz com o nosso próprio esforço, sem intervenção externa. Aqui tivemos que provar a nossa capacidade de ser assertivos e nos afirmar. Este sucesso continua a nos apoiar ao longo da vida. A partir desta experiência ganhamos mais tarde a força para nos afirmarmos com sucesso.
Eu já consegui ir tão longe? O que essa conquista tem a ver com o sucesso profissional? Será mesmo que o nosso sucesso na vida mais tarde depende deste primeiro sucesso? Como as pessoas que vieram ao mundo através da cesariana, ou foram puxadas para a vida com um fórceps se comportam mais tarde? Ou se elas vieram muito cedo e, em seguida, tiveram que  passar semanas ou mesmo meses em uma incubadora? Como agem em relação à autoconfiança e à assertividade? Claro que os efeitos destas experiências iniciais podem ser ultrapassados posteriormente, ao menos parcialmente. E nós também podemos ganhar forças especiais com elas mais tarde, como acontece com qualquer dificuldade ou fardo. Ainda assim, estes eventos apresentam limitações e se transformam em desafios capazes de serem superados por nós uma vez que suas raízes sejam compreendidas. Desta forma, podemos ser capazes de compensar o que foi perdido, ou mesmo recuperá-lo de alguma outra forma, muitas vezes com a ajuda de outros.

Ir ao encontro e tomar a nossa mãe


O próximo evento decisivo e o próximo sucesso é o movimento em direção à nossa mãe,  agora como contrapartida a nos oferecer o seu peito e a nos alimentar. Ganhamos a vida dela novamente com o seu leite, desta vez do lado de fora.  Qual é a qualidade do sucesso  aqui que nos prepara para os futuros sucessos, tanto na vida como no trabalho? Ao tomar a mãe como a fonte de nossa vida, com tudo o que flui através dela para nós, tomamos nossa própria existência; na medida em que tomamos a nossa mãe, aceitamos nossa vida como um todo. Este tomar é ativo. Precisamos sugar para seu leite fluir. Precisamos chamar para que ela venha. Precisamos nos alegrar com o que ela nos dá e mostrar isso ao mundo.  Através dela nos tornamos mais ricos.
Mais tarde na vida vemos que aqueles que tiveram sucesso pleno tomaram sua mãe exatamente assim, e tornaram-se felizes e vitoriosos. Em geral, como nos relacionamos com a nossa mãe é como nos relacionamos com a vida, incluindo aí a vida profissional. Se nós rejeitamos a nossa mãe, nós também rejeitamos a vida e o trabalho. E, na mesma medida, trabalho e a vida nos rejeitam. Seguindo este mesmo movimento, as pessoas felizes em relação à sua mãe amam o trabalho e a vida. E assim como sua mãe dá a elas cada vez mais, à medida que dela tomam com amor, com a mesma intensidade, sua vida e seu trabalho dar-lhes-ão sucesso.
Aqueles que têm reservas sobre suas mães, também têm reservas sobre a vida e a felicidade. Assim como suas mães se retiram deles como resultado de suas reservas e da rejeição, a vida e o sucesso se retiram também.
Onde nosso sucesso começa? Ele começa com a nossa mãe.
Como o sucesso chega a nós? Quando nossa mãe é bem-vinda e quando a honramos como nossa mãe, o sucesso chega.

O movimento em direção a nossa mãe


Para muitas pessoas há algumas vivências na tenra idade que bloqueiam o caminho para a mãe. Elas experimentam uma separação prematura de suas progenitoras, por exemplo. Talvez tenham sido esquecidas por algum tempo, ou suas mães estavam doentes, ou a própria criança estava doente e sua mãe não tinha permissão de visitá-la. Este tipo de vivência, doravante, resulta em uma mudança profunda em nossos sentimentos e comportamento. Através da dor da separação e do sentimento de estar perdido sem a mãe, o desespero de não ser capaz de estar com ela, ela, a quem precisamos tanto, uma decisão é tomada e diz, por exemplo: “Eu desisto”, “Eu permaneço sozinho”, “Eu mantenho distância dela”, ou “Eu fico longe dela”. Mais tarde, quando é permitido a esta criança que  vá até sua mãe, ela ou ele frequentemente se mantém distante. Esta criança pode não deixar sua mãe tocá-la novamente; ela se fecha para a mãe e para o amor. A mãe espera em vão e quando tenta chegar mais perto, para pegar seu filho em seus braços, a criança mantém a rejeição interna, e, frequentemente, também expressa seu repúdio.

Bert Hellinger (tradução Tsuyuko Jinno-Spelter)
http://www.atmaneditora.com.br/exito-na-vida-exito-na-profiss-o.html