31.01 as 18 h no Instituto Crescer Mais ocorrerá o lançamento do livro:
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Práticas, Exercícios, Dinâmicas, Visualizações sistêmicas
Facilitador: René Schubert
Principais temáticas: Constelação Familiar / Constelação Estrutural / Consultoria Sistêmica / Coaching Sistêmico / Pedagogia Sistêmica/ Direito Sistêmico / Abordagem terapêutica alternativa / Pensamento Sistêmico / Atendimento individual em Constelação Familiar / Intervisão e Supervisão / Autoconhecimento e autodesenvolvimento
Os treinamentos de Constelação Familiar são teóricos vivenciais. A prática da Constelação Familiar e a postura de facilitador só pode ser aprendida de uma forma: pela prática. Pela experiência no campo. Pelo trabalho de suas questões pessoais, profissionais, supervisão e intervisão. O facilitador se expõe ao campo, e desta forma, apreende e aprende com o mesmo. Como toda prática, esta tem ferramentas e tem perigos.
A partir da prática de exercícios sistêmicos, o facilitador desenvolve uma maior sensibilidade com o campo e aprende certas dinâmicas, posições, gestos, padrões de comportamentos comuns à certas situações e campos sistêmicos.
É uma forma de também apresentar aos estudantes das Constelações Familiares as posições de representante, cliente, facilitador e observador. E de forma vivencial passar por cada qual destas e ampliar o olhar e treinar a postura.
A partir da prática de supervisão e intervisão e através do aprendizado com diversos facilitadores nacionais e internacionais, foram-se selecionando e transcrevendo uma série de exercícios e dinâmicas sistêmicas que podem ser utilizados tanto no atendimento individual em Constelação Familiar como em Workshops de Constelação Familiar e em treinamentos/formações.
Serão 3 dias de imersão nas práticas sistêmicas focando nos campos familiar, educacional e profissional.
Este curso de práticas sistêmicas busca levar os estudantes, profissionais e terapeutas à aplicação, prática e desenvolvimento de exercícios sistêmicos.
https://metaforumbrasil.com.br/praticas-sistemicas/
Este curso é baseados nos livros de coautoria de Rene Schubert, "Toques na Alma", lançados em 2017 e 2020.
Livros publicados em autoria e coautoria abordando as Abordagens Terapêuticas Alternativas; Saúde Mental; Psicanálise; Terapias Integrativas; Orientação Familiar; Educação Sistêmica; Educação Sexual; Consultoria Sistêmica; Direito Sistêmico; Constelações Familiares, Pensamento sistêmico; Práticas Sistêmicas; Resolução de Conflitos; Mediação.
"The greater soul, or whatever it might be, directs and takes the individual in its service, as it wishes. Some have pleasant tasks, some very difficult and heavy ones. Some have healing tasks and some destructive, terrible ones. All of them are in the service of something greater. To the greater soul it is the same. No one can resist this greater soul.
CONSTELAÇÃO FAMILIAR CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM PROFESSORES RENOMADOS SEGUNDO BERT HELLINGER
Você já sentiu que alguns padrões se repetem sem explicação?
E ele revela um país muito mais profundo, desigual e surpreendente
do que imaginávamos.
Um estudo inédito mapeou o genoma completo de 2.723
brasileiros.
Spoiler: somos o povo com o mais alto grau de diversidade
genética recente no mundo.
Pela 1ª vez, cientistas decifraram com altíssima precisão o
genoma da população brasileira.
Publicada na revista Science, a pesquisa analisou todas as
regiões do país, com dados de comunidades urbanas, rurais e ribeirinhas.
É o maior banco genético da história do Brasil.
Resultado: somos a população com maior nível de mistura
genética recente do planeta.
O projeto, chamado DNA do Brasil, sequenciou o genoma de
brasileiros com cobertura média de 35x, usando tecnologia de ponta.
Foram identificadas mais de 8 milhões de variantes genéticas
inéditas, das quais 36.637 são potencialmente patogênicas.
São mutações que afetam o risco de doenças cardíacas,
obesidade, infecções tropicais, fertilidade e muito mais.
Nossa média nacional de ancestralidade:
60% europeia
27% africana
13% indígena
Mas isso varia muito por região:
➡️ Norte e Nordeste: mais
africana e indígena;
➡️ Sul: mais europeia;
➡️Centro-Oeste e Sudeste
apresentam maior diversidade e mistura das três origens.
Essa diversidade é única no mundo. E está conectada à nossa
história de colonização, escravidão e violência contra populações indígenas.
A miscigenação brasileira foi violenta e desigual.
Segundo o estudo, 71% das linhagens do cromossomo Y (herdado
dos pais) são de origem europeia.
Já 42% das linhagens mitocondriais (herdadas das mães) são
africanas e 35% são indígenas.
Ou seja: a base genética brasileira nasce de uma estrutura
colonial de dominação sexual e racial. Está literalmente gravada no DNA.
Mas o estudo vai além da história.
A pesquisa descobriu mutações genéticas associadas a:
• Malária
• Tuberculose
• Hepatite
• Leishmaniose
• Gripe
• Salmonelose
• Infertilidade
• Distúrbios metabólicos (colesterol, lipídios, obesidade)
• Variantes protetoras e variantes letais
É um mapa detalhado de riscos à saúde pública brasileira — e
uma chave para enfrentá-los.
Com base nesses dados, será possível criar:
✅ Diagnósticos precoces
personalizados;
✅ Terapias genéticas
específicas;
✅ Tratamentos voltados à
diversidade brasileira;
✅ Prevenção de doenças
negligenciadas por séculos.
Sem isso, seguimos aplicando parâmetros genéticos europeus a
um povo que é miscigenado e tropical. Ou seja, erro atrás de erro.
A pesquisa também mapeou sinais de seleção natural recente,
algo extremamente raro de ser detectado.
Em apenas 500 anos, variantes genéticas ligadas à
fertilidade, metabolismo e sistema imune foram favorecidas.
Por quê?
Porque quem sobreviveu à brutalidade do Brasil colonial,
sobreviveu às doenças, à fome e à violência.
A natureza selecionou.
O DNA revelou que algumas doenças raras no mundo são relativamente
comuns no Brasil.
Exemplo:
Doença de Machado-Joseph, de origem portuguesa, se espalhou
por pequenas comunidades isoladas no país — efeito fundador.
Sem mapeamento genético, essas doenças seriam invisíveis.
Agora podemos diagnosticá-las, tratá-las e preveni-las.
A ancestralidade indígena ainda é pequena no total (13%),
mas é fundamental para recuperar parte da história genética apagada com a erradicação
pós-colonial.
Esses genes sobrevivem em brasileiros miscigenados.
A pesquisa permite resgatar características de povos que
foram exterminados, mas ainda vivem biologicamente entre nós.
A ciência escancarou o que a história tentou esconder:
Mais de 90% dos indígenas brasileiros foram mortos entre os
séculos XVI e XIX.
A consequência disso é genética: várias linhagens foram
extintas.
E isso gera um problema moderno: nossa sub-representação nos
bancos de dados genéticos internacionais.
O estudo revelou que variantes patogênicas aparecem com mais
frequência entre populações com ascendência africana e indígena.
Mas atenção:
❌ Isso não significa que esses
grupos “têm mais doenças”.
✅ Significa que foram
historicamente negligenciados pela ciência.
A genética reforça a urgência da equidade científica e
médica.
Com o software GNOMIX, os pesquisadores conseguiram traçar a
ancestralidade de cada trecho do genoma.
Isso permitiu ver onde ocorreram cruzamentos, quais
variantes foram preservadas, e até identificar padrões de casamento ao longo
dos séculos.
Acredite: a genética revela com quem seus ancestrais se
relacionavam e/ou casavam.
Durante o Brasil Colônia (séculos XVI–XVIII), os cruzamentos
eram assimétricos.
A partir do século XIX, o estudo detecta “acasalamento
seletivo” — ou seja, as pessoas começaram a se relacionar preferencialmente com
quem tinha ancestralidade parecida.
Essas decisões afetaram como as doenças e características
genéticas se perpetuaram até hoje.
A equipe também estimou a história demográfica do Brasil
usando segmentos de DNA compartilhados por ancestralidade.
A partir disso, inferiram o tamanho efetivo das populações
ao longo do tempo (Ne), impactos de epidemias, fluxos migratórios, isolamento e
crescimento populacional por estado.
É genética contando história sem precisar de livros.
O DNA ainda mostra que o Brasil sofre de desigualdades
estruturais que afetam a saúde:
Grupos com mais ancestralidade africana/indígena têm mais
variantes associadas a doenças — não porque sejam “biologicamente inferiores”,
mas porque são mais pobres, vivem em piores condições, e foram excluídos dos
avanços médicos e genéticos.
E há um recado importante para a ciência do futuro:
Sem diversidade genética nos estudos, os tratamentos vão
continuar falhando.
A maioria dos bancos de dados genéticos globais ignora
populações como a brasileira.
Mas o DNABR muda isso: é soberania genética. É ciência feita
no Brasil, para o Brasil.
Toda essa pesquisa envolveu:
✅ Ferramentas como ADMIXTURE,
MALDER, TRACTS, CHROMOPAINTER
✅ Algoritmos de IA para detecção
de seleção natural
✅ Comparações com bancos globais
(HGDP, 1000 Genomes, gnomAD)
Um verdadeiro esforço de ponta da ciência brasileira e
internacional.
E o melhor: é aberto ao público.
O DNA do Brasil foi decifrado.
E ele diz o seguinte:
Somos um povo único no planeta.
Carregamos a história da humanidade no corpo.
Precisamos de ciência local, diversa e inclusiva.
E
só com isso vamos enfrentar nossas doenças, desigualdades e construir um futuro
de verdade.
Fontes: James Webb
& https://www.science.org/doi/10.1126/science.adl3564