Bert Hellinger e Hunter Beaumont - Seminário nos Estados Unidos da
América – Postado primeiramente no canal de Youtube de Eva Jacinto no original em inglês.
Tradução livre do
inglês para o português por René Schubert.
Bert Hellinger e Hunter Beaumont: Trans-generational Dynamics and Mental Illness - "Jill: Mom, I let you go."
Jill: “Mãe, eu deixo você ir” - Dinâmicas transgeracionais e Doença
Mental
Jill: Eu tenho uma filha que é
esquizofrênica. Ela tornou-se esquizofrênica na idade de quatorze anos. Ela
agora tem quarenta e seis. Tenho outros cinco filhos e todos foram afetados por
esta dinâmica familiar. Quando estamos todos juntos é muito estressante, então
em feriados...
Bert Hellinger: Isto já está bom.
Eu proponho iniciar colocando um representante para você e um para o seu
marido.
Jill: OK.
Jill escolhe os representantes
Bert Hellinger: Coloque-as
voltadas para a plateia.
Jill coloca primeiro a si mesmo
em seguida coloca seu marido.
Bert Hellinger: Muito bem.
Sente-se. Como você se sente (para o representante de Jill)?
Representante de Jill: Sinto que
está perto demais. Como que colado. Não posso me afastar. Mas está muito próximo.
Representante do marido: Me sinto
torcido por dentro. De forma estranha. Sinto que preciso ir para este lado...
Bert Hellinger: Siga (para o
representante do marido). (pergunta para representante de Jill) E você?
Representante de Jill: Quero ir
para este caminho.
Bert Hellinger permite que ela dê
um passo à direção desejada e a para. E pede para Jill colocar a criança
esquizofrênica.
Jill coloca uma representante
feminina entre os representantes marido e de Jill. Criança esquizofrênica.
Bert Hellinger: É desta forma que
uma criança se torna esquizofrênica. (Hellinger coloca a mão esquerda da
representante da criança sobre o peito do pai e a mão direita sobre as costas
da mãe).
(Bert Hellinger coloca a
representante de Jill em frente ao representante do marido. A representante da criança
observa de longe. Hellinger pergunta à criança como ela se sente naquele
momento)
Representante da Criança: Ainda
estou (..) um emaranhado em minhas mãos (..) Estou mais capaz para respirar.
(Bert Hellinger toca a representante
da criança no ombro e levemente a envolve em um abraço. Isto tem um efeito
sobre a distância entre os representantes de Jill e do marido)
Bert Hellinger: Diga a ela, mãe
eu lhe deixo ir.
Representante da Criança para
representante de Jill : Mãe eu lhe deixo ir.
Bert Hellinger: Agora eu lhe
deixo ir.
Representante da Criança para a
representante de Jill: Agora eu lhe deixo ir.
(Bert Hellinger pergunta a
representante da criança se isto dói. A representante da criança responde que
isto a assusta. E Bert Hellinger pede para ela dar alguns passos para trás e
finalmente se virar, olhar para frente e seguir em frente. Hellinger a
acompanha. Ela para e refere estar tremendo)
Bert Hellinger: O único lugar
seguro é um Hospital Psiquiátrico.
(O representante da criança
aponta para a testa e cabeça. Respiração acelerada)
Bert Hellinger: Não são lindas as
Crianças? O que elas tentam fazer pelos seus pais?
Representante da criança: Eu
sinto um pouco...mais segura...no momento...
Bert Hellinger: Aguarde aqui! O
que está acontecendo com o pai?
Representante do marido: No
começo senti muita raiva. Eu queria ir. Me senti preso a esta família. Não
tinha compaixão pela minha filha. Não há calor, sentimentos paternos por ela.
Havia sentidos por ela ( aponta para esposa). Você a pôs à minha frente, havia
um pouco de amor ai. Mas também raiva que ela ficasse comigo. Eu queria ir, mas
ela me bloqueou de ir. Mas tem algum
amor ai. Não é só...eu suponho...
Representante de Jill: Primeiro
quando estava lá, eu nem sabia que tinha uma criança. Então de frente a ele,
senti, ele era muito estranho para mim. Senti amor. Mas não sabia o que fazer
com isto. Senti que havia uma demanda sobre mim, mas eu não sabia o como lidar
com isto.
Bert Hellinger: E em relação à
criança?
Representante de Jill: Senti
pouca relação com a criança. De forma geral. Sem sentimentos. Não há tristeza.
Não.
Bert Hellinger para a Criança
Esquizofrênica: Vire-se. Vire-se e olhe em direção ao seu pai. Diga a ele: Eu
deixo você ir. Agora, eu deixo você ir. Eu vou me entregar para pessoas que
agora vão cuidar de mim. ( Criança repete as frases e após um tempo Bert
Hellinger pede para ela se virar novamente de costas para o casal. Pergunta
como ela se sente agora e a mesma diz que está um pouco melhor).
Bert Hellinger: Vamos deixar
assim. Saiam de seus papeis. Obrigado.
Bert Hellinger se senta ao lado de
Jill.
Jill: Em todo nascimento...Quando
eu nasci, minha mãe faleceu...quando Maggie nasceu, minha avo materna morreu, e
então...
Bert Hellinger: Importante é...sua
mãe morreu em seu nascimento?
Jill: E, eu quase morri também...
Bert Hellinger: Isto. É isto. Você
vai até sua mãe...ela está distante...claro que você não conhecia ela...
Hunter Beaumont: Mas sua alma
conhecia! Não há relação mais intima do que a de um filho e sua mãe.
Bert Hellinger: Vamos colocar
vocês duas. Isto é importante para você. Escolha alguém para sua mãe. Não, eu
escolherei para você
Hunter Beaumont: Fique em silencio
e aberta!
Bert Hellinger se levanta e
escolhe uma representante para ser a mãe de Jill. Depois coloca a própria Jill
em frente à sua representante da mãe.
Bert Hellinger: Olhe para ela.
Respire profundamente. E olhe para ela. Respire, com a mente aberta. Deixe os
sentimentos fluírem. Vá com o sentimento. Siga. E você venha para cá novamente.
(Filha, esquizofrênica) – Bert a
coloca a certa distância da mãe e da avô materna, que se abraçam.
Bert Hellinger: Agora escorregue-se
para o meio das duas!
(Filha, mãe e avó materna se
abraçam conjuntamente e choram)
Bert Hellinger: Permaneça mais um
pouco. Abracem-se e permitam-se unir-se em alma. Como está se sentindo agora?
Filha de Jill: Melhor. Quando
estive aqui antes...parecia que não tinha mãe ou pai...
Jill: Posso fazer algo?
Bert Hellinger: Mas é claro!
O mãe coloca a filha no colo e a
começa a nina-la abraçando-a. Bert Hellinger traz a avô materna e pede que esta
também abrace à filha e à neta.
Hunter Beaumont: Não faça isto
sozinha. Agora silencie. E deixe a energia, o calor, o amor, a vida de sua mãe
correr pelo seu corpo até a sua filha. Aquiete-se. Isto mesmo.
Bert Hellinger: OK. Tive um
pensamento estranho. Este é o poder dos sonhos. Como está se sentindo agora?
Jill: Melhor. Melhor.
Bert Hellinger: Quero dizer algo
acerca da esquizofrenia. Acho que foi demonstrado aqui como se movimenta de
forma muito bela. Como se desenvolve. Como a criança se movimenta, em direção a
e em oposição a, para duas diferentes pessoas e para duas diferentes tendências.
E não consegue. Pobre criança. Mas esta não era a questão real. A questão real
apareceu mais tarde. A questão era você e a sua mãe. Na esquizofrenia a cura
pode ocorrer se for possível unir estes dois opostos. Pai ou mãe, ou avô e mãe.
Como se mostrou aqui. E flui por você. Para que possamos libertar a criança. Fazer
com ela como o fizemos aqui. Exatamente desta forma. E esteja ciente que a suã
mãe está atrás de você. Ok? Bom!
Obrigada pela postagem Eva. Muito interessante e oportuna
ResponderExcluirSegue o link da Eva Jacinto - https://www.cf-evajacinto.pt/
ResponderExcluirAprendi.
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