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segunda-feira, 5 de março de 2018

A conexão entre o pensamento sistêmico e as Constelações Familiares

Neste vídeo a psicoterapeuta austríaca Christine Blumenstein Essen fala sobre as conexões entre a teoria e pensamento sistêmico e as Constelações Familiares. Tradução livre do inglês feita por René Schubert.



"Meu nome é Christine Blumenstein Essen e venho da Áustria, trabalho lá como psicoterapeuta, supervisora, facilitadora e como coach. E estou neste treinamento para facilitar um workshop sobre o trabalho de Constelação no contexto das Organizações e Coaching. Falarei um pouco da teoria sistêmica e neste sentido falo da teoria de Niklas Luhmann sobre Sistemas Sociais ( neste caso aqui o conceito de Luhman sobre Sistemas Sociais). Neste tipo de teoria sistêmica que parte do ponto de vista da sociologia, temos que os sistemas sociais não são formados pelos indivíduos, mas sim pela contribuição que as pessoas fazem para que haja comunicação. Você poderia dizer, todas as comunicações, todas as formas de falar uns com os outros, a forma como se mostram, não se trata apenas de falar, mas também de como demonstram. A forma como nos comunicamos é a maneira como criamos nossas ideias e é a maneira como criamos o reino no qual coexistimos. Desta maneira no sistema social não se trata apenas dos indivíduos juntos, mas é mais a forma como a comunicação segue em frente. Isto parte da ideia do sistema social dentro de um enquadramento temporal. O que significa, enquanto certa comunicação é mantida por um grupo de participantes, ou enquanto uma comunicação segue adiante tal como o elo de uma corrente que se conecta com outro elo e assim por diante na forma de comunicação, em alemão teríamos a palavra “anschlussfahig” ( capacidade de ser completado), ou seja, enquanto um elo segue para outro, temos uma corrente/cadeia de comunicação que faz um certo tipo de melodia. Você poderia chamar isto de uma frase musical. E enquanto esta cadeia de comunicação for feita, o sistema social existe. Quando paramos de encontrar os anéis, os elos, nos quais podemos nos encaixar, o sistema social termina e outro sistema social pode daí advir. Isto significa que, quando estamos criando um sistema social pela forma como nos comunicamos, o sistema social é, no sentido de solidez, sua duração é o tanto quanto pessoas duram. Quando você transfere isto para o trabalho das constelações familiares você poderia dizer que o que se coloca na constelação não é A família ou A organização, ou O sistema psíquico que é, mas sim estamos colocando a questão de um cliente ou de alguém que está interessado em alguma coisa da qual temos uma questão. E quando temos uma questão temos um tipo de intenção. Temos um tipo de sentido, uma direção (“Richtung”). E quando constelamos, colocamos algo que é a questão de alguém em direção a algo que esta pessoa quer alcançar, ou saber ou ter resposta para (..) E neste contexto que estamos seja em um grupo, em uma consultoria ou em uma consulta psicoterapêutica, esta pessoa, neste momento, neste contexto de sua vida, está fazendo uma pergunta/questão e o que nos vemos quando colocamos isto é um sistema social, os elementos da comunicação que estão presentes neste momento e relacionados à esta questão colocada. Isto significa uma ideia mais fluida acerca dos sistemas que vemos na constelação. Que estamos então coreografando. Neste sentido não estamos procurando pela família exata ou organização exata, mas sim estamos procurando como podemos compreender o sistema social que o cliente ou um grupo de clientes tem em mente e estamos vendo quais novas ideias, comunicações, performances do sistema social podem ser encontradas a fim de ter diferentes formas de linguagem uns com os outros. Podemos dizer que há uma comunicação especial, há uma comunicação no sistema que faz com que o problema esteja lá e faz todo o possível para que possa existir e seguir existindo. E quando encontramos novas ideias ou quando aprendemos a encontrar novas perspectivas e novas formas de estabelecer a comunicação, nós inventamos, um novo sistema social que talvez, neste sentido seja, mais agradável ou mais pacifico ou mais criativo ( para nosso cliente ou grupo de clientes)."


Christine Blumenstein Essen - Áustria - É assistente social, psicoterapeuta, consultora sistêmica, supervisora e “coach”. Professora e formadora da Terapia Sistêmica na Áustria e diversos países incluindo o Brasil. Membro fundador do APSYS - Institut für Systemische Praxis - https://apsys.org
Em São Paulo realiza treinamentos pelo Espaço Conexão Sistêmica - https://www.conexaosistemica.com.br/

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