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segunda-feira, 28 de março de 2016

Constelação Familiar - Bert Hellinger




"A Constelação Familiar serve a vida em sua totalidade" Bert Hellinger

Durante seminário Bert Hellinger expõe sua visão das Constelações Familiares no momento atual - Seminário novembro de 2015 – Tradução simultânea em inglês por Matthias Bronk.

"Was wir heute hier erleben konnten...zeigt uns was das Familienstellen letztlich ist...es ist niemals personlich...weil wir vielleicht etwas personlich fur uns erreichen wollen...das Familienstellen nimmt uns mit in einer andere Ebene...jenseits von dem was ich fur mich personlich erreichen will...dieses Familienstellen...wie wir es bis hier erleben konnten...dient dem Leben als ganzes...nicht nur unseren Leben...wir sind nur eine Person unter Millarden... und das Familienstellen, dient allen...den lebenden und den toden zugleich...wir werden mitgenommen in etwas ewiges...und jetzt atmen wir tief ein...und kommen zu unseren eigenen fühler...und dann atmen wir aus...mit Liebe"

"O que nós pudemos vivenciar aqui hoje ... nos mostra o que a constelação familiar é, ultimamente...Jamais é pessoal...até porque talvez nos queiramos alcançar algo para nós mesmo...a Constelação Familiar leva-nos a um outro nível...além daquilo que quero alcançar para mim pessoalmente... esta Constelação Familiar...como a pudemos vivenciar ate aqui... serve à vida como um todo (em sua totalidade)... não apenas à nossa vida ... nós somos apenas uma pessoa em meio à bilhões... e a Constelação Familiar, serve a todos...aos vivos e aos mortos, ao mesmo tempo... nós somos tomados, por algo eterno... e agora vamos inspirar profundamente...e voltamos para o nosso próprio sensório (para nossas próprias percepções corporais)...em seguida, expiramos...com amor "


Tradução livre do alemão por René Schubert


Original: Was Familienstellen letzlich ist / What family constellation is ultimately

sexta-feira, 25 de março de 2016

O Vício - Bert Hellinger






"Torna-se viciado aquele a quem falta algo. Para ele, o vício é um substituto.

Como curamos um vício em nós? 
Reencontrando aquilo que nos falta.

Quem ou o que falta no caso de um vício? Geralmente é o pai. Ninguém e capaz de sentir-se inteiro e completo sem seu pai. Sendo assim, o vicio e a ânsia de reencontrar o que foi perdido e, com ajuda, sentir-se são e restabelecido. Contudo, por ser apenas um substituto, o vicio não é capaz de satisfazer essa necessidade. Por isso prossegue. E prossegue sem o pai.

Como podemos ajudar um viciado? Como ele pode ajudar a si mesmo?

Ele leva aquilo que foi perdido para dentro de seu vicio, desta forma tornando-o supérfluo.

O vicio mais difundido em nosso tempo é, em muitos países, o fumo. Nem mesmo o fato de estar escrito “fumar mata” nos maços de cigarro assusta a maioria das pessoas. Para elas ainda mais mortal é o sentimento de que algo lhes falta em seu profundo interior.

Como é possível para um fumante levar o pai que lhe falta para dentro de seu vicio?

Primeiramente, o que o ajuda é fumar com prazer, pois seu ato de fumar o conscientiza do quanto sente falta de algo. Quando deseja ou precisa fuma, sente o quanto lhe faz falta, por exemplo, seu pai. Assim que se prepara para tragar o cigarro, imagina seu pai. Então traga a fumaça profundamente em seus pulmões, olhando para seu pai, dizendo-lhe internamente: “ Tomo você em minha vida e em meu coração”. E uma até sentir seu pai dentro de si.

Algo similar vale para o álcool. Aquele que se tornou doente devido a este vicio brinda com o pai antes de beber. Então bebe, lenta e profundamente, sorvendo seu pai, a cada gole até sentir-se preenchido por ele e vivenciá-lo profundamente.

E as mães? Como elas ajudam seus filhos viciados? 

Elas reconhecem que, para seus filhos, são apenas uma metade, e nunca a totalidade. Ao invés de manter seus filhos longe do pai, os guiam com amor até ele.

Este movimento começa quando verem e amarem, em seus filhos, também o pai deles, recordando o tempo feliz em que se sentiam em unidade com ele em todos os aspectos. Desta forma, reconhecem seu anseio por ele e se tornam um com ele novamente – e saudáveis."

Bert Hellinger - Contido na obra: A cura, 2014, Editora Atman


segunda-feira, 7 de março de 2016

Módulo: Liberação de Traumas




“Na origem de enfermidades psíquicas encontram-se geralmente experiências traumáticas ou enredamentos psíquicos. Várias experiências traumáticas causadoras de traumatismos psíquicos, vividas na geração dos pais ou dos avós, continuam pesando sobre os filhos e os netos. Através dos distúrbios do processo de vinculação entre pais e filhos transmite-se a propensão para enfermidades psíquicas. As constelações familiares podem descobrir tais conexões e acionar processos de cura." do autor Franz Ruppert - Livro: Trauma, Vinculação e Constelação Familiar

Trauma ("Traumata")  é um termo de origem grega que significa ferida, sendo utilizado principalmente pelo campo da medicina. Posteriormente a partir da psicopatologia e psicanalise transpôs se este termo para o plano psíquico, explicando o trauma como uma consequência de um choque emocional violento capaz de produzir efeitos sobre o psiquismo como um todo. O trauma pode advir de uma única vivência muito violenta ou da somatória de experiências de grande impacto psíquico que se fixam e não conseguem ser metabolizadas pelo aparelho psíquico. E hoje também estudamos e verificamos o trauma em seu aspecto transgeracional, epigenético - um trauma que está inserido no sistema familiar como um todo, e desta maneira, atua sobre todos membros.


Ao inicio de março de 2016, foi ministrado o modulo Liberação de traumas e o trabalho de constelação familiar - os facilitadores Glaucia Paiva, Oswaldo Santucci e René Schubert trabalharam as temáticas:

•Conceitos sobre trauma
• Descongelamento
• União, dissolução, estar incluído, encontrar recursos, empoderamento, flexibilidade, resiliência e pertencimento.
• Tantologia - A morte e o morrer
• Perdas e a elaboração do luto.
• A constelação como ferramenta de transformação do estado traumático.

A partir do referencial teórico e pensamento sistêmico foram facilitadas Constelações e feitos exercícios sistêmicos em pequenos e grandes grupos para o aprofundamento e vivência das temáticas abordadas. 

O uso de recursos é fundamental para que o cliente possa vislumbrar, acessar, reconhecer e talvez aceitar o evento e/ou ferida traumática.

Como recursos foram trabalhados os internos do cliente, a partir de visualizações, respiração e percepção corporal. E recursos externos, a partir das ferramentas disponíveis em Constelação Familiar, os representantes e os recursos que podem ser representados, como a força ancestral, a justa razão, a vida, a morte, a espiritualidade, a figura do pai, a figura da mãe, a figura da criança, entre outros.



Tais exercícios e dinâmicas sistêmicas são fundamentais para o desenvolvimento e aprofundamento do trabalho individual e grupal em constelação familiar, seja em consultório, vivências, workshops ou para o próprio facilitador aprimorar-se a partir das percepções internas e postura fenomenológica. Um espaço de troca e crescimento profissional.

A base teórica foi de facilitadores em Constelações Sistêmicas como Bert Hellinger, Franz Rupert, Ursula Franke-Bryson e Thomas Bryson, Karin Shoeber - mas também diversos autores das áreas da psicanálise, epigenética, teoria de campos, biologia e filosofia.




 "Os temas ( trazidos por clientes e participantes) nos ajudam e aprimoram nossa compreensão da ligação com os vínculos que nos prendem aos transes familiares e biográficos" Oswaldo Santucci

"Aquilo que em teu corpo guardas...aguarda" Rene Schubert

 "O que atua no sistema é a ordem. O sistema independe da crença. Crença traz julgamento. No sistema há ordem." Glaucia Paiva


Informações para demais módulos e treinamentos: http://www.conexaosistemica.com.br/

quinta-feira, 3 de março de 2016

Morte, medo e exclusão - Reflexão Bert Hellinger



"A morte de uma mulher no parto é, para uma família, o mais decisivo dos acontecimentos. Quando existe um destino particularmente difícil, ele provoca medo. Acredita-se que, quando se pensa nisso ou se reverencia essas pessoas mortas, esse destino terrível continua. Por isso essas pessoas são temidas e excluídas.
Também, perante os mortos, temos muitas vezes o receio de que possam ser inimigos ou invejosos. A lápide sobre o túmulo é, na verdade uma tentativa de segurar os mortos para que não saiam. Antigamente ela ficava deitada. Segurava os mortos. Esse é o profundo medo. Mas justamente com isso se provoca o que se quer evitar, e a bênção que poderia vir deles fica impedida. Nós, aqui, seguimos o outro caminho, nós os trazemos à vista e os respeitamos.
Freqüentemente, um parceiro anterior é excluído por medo de que ele possa atuar de forma ruim na família. Mas exatamente, se procedermos assim, é que ele atua de maneira negativa. Não porque ele seja ruim, mas sim porque não é respeitado. O sistema não tolera que uma pessoa que lhe pertence não seja respeitada. Quando não reconhece isso, por exemplo, quando o marido diz à mulher anterior: "Eu ainda não tinha visto você direito", e agora ele olha para ela, então ela fica amável. As pessoas são profundamente amáveis, quando respeitadas. Então, o segundo relacionamento tem uma possibilidade muito mais profunda e plena. Este é, na verdade, o segredo todo deste trabalho aqui (Constelações Familiares). 
É algo bem simples, humano e amoroso."

Bert Hellinger