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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Aos meus professores - Bert Hellinger




Meus professores

O que seria de mim sem meus professores? Quão generosos foram eles ao me darem seus tesouros em conhecimento e habilidades, que me serviram tão bem em vida e competência para que pudesse crescer e me tornar o que sou hoje?

Muitas vezes me esqueci o quanto devo a eles. Tudo tornou-se parte tão natural de minha vida e de mim mesmo, tamanho orgulho, como se tivesse vindo de mim.  Escapava-me o tanto que devia a eles, por esquecer-me deles às vezes. Por consequência isto tornou-se menos para mim, e perdeu a força.

Agora é diferente quando eu os tenho em meu coração, quando lembro-me deles com gratidão. Então me sinto um recebedor rico. Eles estão comigo naquilo que faço e naquilo que passo aos outros, quando, assim como foi feito comigo, eu dou aos outros o que serve a vida destes e para suas realizações.

Me sinto pequeno quando me comparo a eles? Ao contrário!

Posso ficar ao lado deles, servindo à vida, como eles, humildes e pequenos diante da vida, e, portanto, de forma mais completa, plena com a vida e com seus movimentos.

Quando honro e compartilho aquilo que devo aos meus professores, outros tomam de mim mais abertamente o que dou para suas vidas. O olhar deles vai além de mim para todos àqueles que estiveram ao meu lado, que partilharam a vida comigo, quando eu partilhava esta com outros.

Então todos nós olhamos para além de nossos professores, para o espírito criativo, que está trabalhando igualmente para a vida como um todo. Assim como nós fazemos diante deste espírito, todos fazemos uma reverência aos nossos professores, e estes, junto conosco, reverenciam ante este espírito.

Ante este Espírito nós permanecemos abaixo, na terra, todos nós, todos agradecidos, igualmente vivos e igualmente a serviço do espiritual.

Bert Hellinger em seu livro "Ajuda para a Alma na vida cotidiana"


Tradução livre do inglês por René Schubert





Original em inglês:

My teachers

What would I be without my teachers? How generously have they given to me from their treasure box of knowledge and skills that served my life and my competence so that I could grow into what I am now?
Often I forgot what I owe them. It all became so naturally a part of my life and of myself, of which I was proud, as if it came from me. Forgetting my teachers sometimes, much that I owe them escapes me. It becomes less for me and loses strength
It is different when I have them in my heart, when I remember them with gratitude. Then I feel richly given to. They are with me in what I do and in what I pass on to others, when, as they did to me, I give to others what serves their life and achievement.
Do I feel small in comparison to them?On the contrary! I may stand next to them, in the service of life, like them, humble and small before life, and thus all the more completely at one with life and its movements.
When I honor and share what I owe my teachers, others take from me more openly what I give to them for their life. Their gaze goes beyond me to all those who were be my side, who shared my life with me, as I share it with others.
Then we all look beyond our teachers, to the creative spirit who is equally at work in all life. As we did before this spirit, we bow to our teachers, and they, together with us, bow before this spirit. Before this spirit we remain below, on the ground, all of us, all grateful, all equally alive, and equally in spirit’s service.


Bert Hellinger, in his book "Help for the Soul in everyday's life

2 comentários:

  1. Obrigada por compartilhar. Estou começando agora nessa caminhada, e este texto é ótimo ponto de partida.

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