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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

As Boas Dádivas dos Pais - Bert Hellinger





"Quando um filho insiste em sua exigência aos pais, não pode se tornar independente, pois sua cobrança o prende a eles.

Nossos pais não nos dão somente a vida. 

Eles também nos nutrem, educam, protegem, cuidam de nós, dão-nos um lar. E é adequado que tomemos tudo isso tal como recebemos deles. Então, lhes dizemos: "Eu tomo tudo - com amor". 

Essa é uma forma de tomar que equilibra, porque os pais se sentem apreciados e respeitados e dão com mais prazer.Se tomamos de nossos pais dessa maneira, via de regra, é o bastante. Existem exceções que todos conhecemos. Pode não ser sempre o que desejamos ou o quanto desejamos, mas, via de regra, é o bastante. 

Quando o filho se torna adulto, diz aos pais: "Recebi muito, e isso basta. Eu o levo comigo em minha vida". Então ele se sente satisfeito e rico. E acrescenta: "O resto eu mesmo faço". Também essa é uma bela frase. Ela nos torna independentes.

A seguir, o filho diz ainda aos pais: "E agora eu os deixo em paz". Então se solta deles. Não obstante, ele os conserva como pais, e eles também o conservam como filho. 

Quando, porém, o filho diz aos pais: "Vocês têm de me dar mais", o coração dos pais se fecha. Já não podem dar ao filho tanto quanto lhe davam, nem com o mesmo prazer, porque ele o exige. 

O filho, por sua vez, ainda que receba algo, não consegue tomá-lo; caso contrário, sua cobrança cessaria. Quando um filho insiste em sua exigência aos pais, não pode se tornar independente, pois sua cobrança o prende a eles. 

Contudo, apesar dessa amarra, o filho não tem os seus pais, nem os pais têm o filho."

Bert Hellinger - O Amor do Espírito - Editora Atman

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